Semana da Pátria -Sugestões de Atividades - Ensino Fundamental I

 


Sugere-se trabalhar a partir dos Temas Contemporâneos Transversais

 A Educação Básica tem como compromisso a formação e o desenvolvimento humano, em suas dimensões intelectual, física, afetiva, social, ética, moral e simbólica. Nesse sentido, os Temas Contemporâneos Transversais em comunhão com princípios e valores orientam o desenvolvimento do ensino e aprendizagem.

  Nos documentos oficiais que orientam a educação nacional, as recomendações quanto a proposta pedagógica com base nesta temática iniciou com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Desde então, as discussões versam sobre a melhoria no trabalho no que tange a inserção destes temas de forma contextualizada.

 Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2019),  os Temas Contemporâneos Transversais são referência na elaboração e alinhamento dos currículos com os objetos do conhecimento. Em relação às ações pedagógicas, a BNCC propõe a construção  intencional de processos educativos, promovendo aprendizagens sintonizadas com as necessidades, possibilidades e interesses dos estudantes, dialogando com os desafios da sociedade contemporânea.

Os Temas Contemporâneos Transversais estão dispostos nas obras didáticas do Programa Nacional do Material e do Livro Didático (PNLD), a fim de promover a contextualização do ensino para que ele faça sentido aos estudantes no seu processo de desenvolvimento. Estes temas  visam possibilitar, além do cumprimento da legislação que versa sobre a Educação Básica, garantir aos estudantes os direitos de aprendizagem, pelo acesso a conhecimentos que possibilitem a formação para o trabalho, cidadania e democracia, respeitando as características culturais, econômicas regionais e locais da comunidade escolar.

   Ao abordar o contemporâneo, suas aplicações surgem em uma infinidade de possibilidades nas áreas do conhecimento permitindo que o estudante compreenda questões cotidianas como por exemplo, a organização financeira de forma consciente, cuidados com a saúde, o uso das novas tecnologias digitais e o cuidado com o planeta em que vive. Além de entender e respeitar as diferenças, conhecer seus direitos e deveres no exercício da cidadania no atual contexto, de modo a contribuir para a formação integral do estudante como ser humano, sendo essa uma das funções sociais da escola.

   Ao referir-se ao transversal define-se como aquilo que atravessa. Segundo a BNCC, no contexto educacional, é aquele assunto que não pertence a uma área do conhecimento em particular, mas atravessa todas elas. Desse modo, os Temas Contemporâneos Transversais não são de responsabilidade exclusiva de um componente curricular, perpassando todos de forma transversal e integradora, afetando a vida humana em escala local, regional e global e dialogando com as referências nacionais e de cada sistema de ensino.

 Existem distintas concepções de como trabalhá-los na escola. Essa diversidade de abordagens é positiva na medida em que possa garantir a autonomia das redes de ensino e dos professores.

  Na busca pela melhoria da aprendizagem, contextualizamos os objetos de conhecimento juntamente com os temas contemporâneos, buscando aumentar o interesse dos alunos durante o processo e despertar o interesse a esses temas no seu desenvolvimento como cidadão, bem como, destaca-se a importância dos temas contemporâneos no contexto escolar para dar sentido à aprendizagem e ao protagonismo dos alunos na construção de seu projeto de vida.

   Os Temas Contemporâneos Transversais estão agrupados em seis temáticas: Meio ambiente, Economia, Saúde, Cidadania e Civismo, Multiculturalismo e Ciência e Tecnologia, sendo que cada temática pode desencadear subtemas.

  • Meio Ambiente se desmembra em Educação Ambiental e Educação para o Consumo.

  • Economia pode-se incluir temas como: Trabalho, Educação Financeira e Educação Fiscal.

  • Saúde engloba a Educação Alimentar e Nutricional.

  • Cidadania e Civismo pode-se inserir, Vida familiar e social, Educação para o Trânsito, Educação em Direitos Humanos, Direitos da Criança e do Adolescente e Processo de envelhecimento, respeito e valorização do Idoso.

  • Multiculturalismo aborda a Diversidade Cultural e a Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

Referências:

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2019.

BRASIL. Temas contemporâneos Transversais na BNCC. Propostas de práticas de implementação, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pd

IJUÍ. Referencial Curricular Municipal - Fundamental I. Cadernos SMED - Ijuí/RS - n. 24. Vol. 2. Ijuí, 2020.


  Algumas sugestões de atividades:








Você, que já sabe cantar o hino nacional, conhece-o pela melodia e musicalidade ou pelo sentido que a mensagem representa? A maioria das pessoas, apesar de ter domínio da letra, desconhece seu significado. Veja a seguir o hino nacional. 



Você entende o Hino Nacional Brasileiro

   O Hino Nacional Brasileiro, símbolo de exaltação à pátria, é uma canção bastante complexa. Além de possuir palavras pouco usuais, sua letra é rica em metáforas. O texto segue o estilo parnasiano, o que justifica a presença de linguagem rebuscada e de inversões sintáticas, que dificultam a compreensão da mensagem. Assim, a priorização da beleza da forma na elaboração do hino fez com que a clareza ficasse comprometida. 


Parte 1

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas (calmas, tranquilas, serenas)

De um povo heroico o brado (grito, clamor) retumbante (que ressoa, ecoante)

E o sol da liberdade (independência), em raios fúlgidos (brilhantes, luminosos),

Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor (direito) dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte (com nossa firmeza),

Em teu seio (interior, âmago), ó liberdade,

Desafia o nosso peito (coração) a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada (adorada, venerada, amada),

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido (brilhante, resplandecente)

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso (belo) céu, risonho (repleto de promessas) e límpido (claro),

A imagem do Cruzeiro (constelação Cruzeiro do Sul) resplandece (brilha).

Gigante pela própria natureza (desde que nasceste),

És belo, és forte, impávido (destemido) colosso (gigante)

E o teu futuro espelha (refletirá) essa grandeza.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil (generosa),

Pátria amada,

Brasil!

 

Parte 2

Deitado eternamente em berço esplêndido (admirável, grandioso),

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras (cintilas, brilhas), ó Brasil, florão (ornato, enfeite) da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida (vistosa),

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,

"Nossos bosques têm mais vida",

"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro (bandeira) que ostentas (exibes) estrelado,

E diga o verde-louro (amarelo) dessa flâmula (bandeira)

- Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava (arma) forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra, adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada / Música: Francisco Manuel da Silva .

 

OBRAS QUE RETRATAM FATOS HISTÓRICOS EM TERRAS BRASILEIRAS : 


Primeira Missa no Brasil, pintura de Victor Meirelles – (1860)

A missa celebrada por frei Henrique junto com frades e sacerdotes que integravam a frota no Ilhéu da Coroa Vermelha. A cerimônia foi assistida pelos portugueses e pelos nativos. De acordo com as anotações de Pero Vaz de Caminha, o sermão realizado sobre a chegada dos portugueses e a terra recém-descoberta constituiu a primeira peça de oratória sacra do Brasil.

O quadro de Victor Meirelles (1832-1903) ficou famoso ao procurar recriar a cena desta primeira missa celebrada no Brasil em Porto Seguro:

Seu quadro “Primeira Missa no Brasil” foi inspirado no quadro de outro pintor chamado de Pharamond Blanchard (1805-1873), cujo título era “Primeira Missa nas Américas”. A finalidade da pintura de Meirelles não era meramente retratar o acontecimento histórico da missa descrita por Caminha, mas construir parte da memória histórica brasileira por meio da pintura.


A primeira Missa na América de Pharamond Blanchard

A principal fonte que os historiadores dispõem sobre como foi a realização dessa missa é a Carta de Pero Vaz de Caminha. Essa carta mostra o comportamento dos nativos diante do rito cristão:


Painéis Possíveis: